terça-feira, 14 de junho de 2011

Porque é que o jovens já não sabem ser jovens?

Cristina - eis uma boa questão.

Fred - talvez porque se concentram demasiado no futuro como adultos para
aprenderem a viver o presente . Pois não aprendem a ser jovens estando sempre preocupados em errar e apenas interessados no que o futuro ira trazer . sem verem as coisas bela...s da juventude e quando realmente aperceberem se disso já será tarde pois não terão as mesmas oportunidades e ficaram realmente transtornados por não terem tido uma juventude ''normal''.

Jéssica - Cada pessoa tem uma forma diferente de viver a sua Juventude... Deixando umas coisas para trás e apressarmos para outras não significa que deixemos de ser jovens! A juventude é só mais uma fase na vida de cada um e pode ser vivida de mil e ...uma maneira sem significar deixar de ser jovem! Todos nós somos diferentes , gostamos de coisas diferente e temos uma visão completamente diferente do mundo! Somos Livres.. por isso cada um escolhe a forma que preferir para viver a sua Juventude, porque não há um protocolo definido para o "SER JOVEM" ! NÃO HÁ NINGUÉM , NINGUÉM MESMO QUE NÃO TENHA NADA QUE RECORDE A SUA JUVENTUDE!

Liliana - talvez porque querem crescer muito depressa...

Susana - Porque Será? Boa questão? Na minha forma de ver e de pensar, muitas pessoas querem ser adultos e não sabem viver a sua juventude, não sabem ser elas próprias e apenas querem mostrar que já são crescidas. Muitas delas fazem-se do que não são. A que saber viver a vida normal tal como ela é. Porque que muitas pessoas gostam de se fazerem de crescidas e de não serem jovens?









segunda-feira, 16 de maio de 2011

É complicado





Mudar é complicado.

As pessoas têm medo de deixar para trás algo em que acreditam, algo que lhes proporciona conforto mas que as impede de serem totalmente felizes. Talvez, porque terem sempre agido de determinada maneira acreditam que essa é a única maneira de ver a realidade e não percebem que se olharem para a mesma coisa de um ângulo diferente a percepção que temos sobre essa mesma coisa muda, mas a sua essência está sempre lá.

Ter medo não é completamente mau. Quando sentimos medo também sentimos que devemos seguir outro caminho, e temos a certeza absoluta que a mudança é possível. O medo é mau quando nos torna cobardes e impede-nos de ter força necessária para seguir e lutar por aquilo que realmente queremos. Quando isto acontece, não só aquele que não tem força para seguir perde, todos nós perdemos.

É necessário observar as pessoas mas mais do que observá-las com os olhos é necessário observá-las com o coração. O coração mostra-nos a verdadeira essência, aquilo que realmente somos. Depois de observá-las é necessário protege-las e mostrar que estamos sempre lá. Mesmo que nem sempre as compreendamos não nos podemos afastar. É necessário ficar e ouvir. Por vezes, as maiores e mais profundas conversas são feitas no silêncio e a melhor forma de mostrar que estamos sempre lá é ouvir, nem que para isso seja necessário não dizer nada. Isto é difícil porque todos nós queremos falar, ser ouvidos e raramente queremos ouvir.

Se não ouvimos, se não observamos, se não sabemos o que queremos, se não lutamos pelo que queremos, se não temos capacidade para ver que é necessário mudar, se não estamos sempre lá então não compreendemos o verdadeiro significado da vida, o verdadeiro significado de amar e estamos a perder tempo a tentar ser algo que não conseguimos nem temos capacidade para ser porque falta-nos humildade.



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Trilhos

É terrível a falta de respeito e consideração que as pessoas têm pelos outros. Já não os ouvem, riem-se deles. O que dizem já não tem valor, são blasfémias que não interessam para nada porque a falta de humildade, que afecta muitas destas pessoas, não permite ver que nós não possuímos toda a verdade, nem todo o conhecimento, e que os outros também podem ter razão e estar certos.
Aprendam a ouvir e a respeitar o que os outros nos têm para dizer, mas não façam por obrigação, façam-no de coração aberto. Façam-no como alguém que está realmente interessado no Outro e no que ele nos tem para dizer. Lembrem-se que sozinhos não somos nada e que os outros podem-se cansar de estar constantemente ao nosso lado a tentar dizer alguma coisa.
Sozinhos, a caminhada é mais difícil e torna-se mais cansativa e morosa. As tentações de abandono são maiores e por vezes isto acontece. Os outros, aqueles que vocês não são ouvidos abandonam a caminhada, isto não quer dizer que desistam apenas poderá dizer que fizeram um pequeno intervalo, uma pausa para pensar. É necessário escolher novos trilhos para que a caminhada faça sentido, eu não abandono esta caminhada apenas faço um intervalo, uma pausa, não para pensar no que quero (eu sei o que quero e também sei até onde é que a caminhada deve de ser feita) mas sim para que vocês tenham a oportunidade de pensar no que é que realmente querem.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os Convencidos da Vida

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?

(...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.

Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim"

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Simplesmente simples


É uma questão de fé, totalmente arbitrária e aleatória, mas pode acontecer. Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Não somos super heróis
somos meros actores coadjuvantes
de uma historia universal
escrita em forma de poema
onde a diferença e feita
na única estrofe que escrevemos
e que termina quando o chão caminhar sobre nos
e o céu se esconder atras do horizonte
momento em que só nos restará
o silencio das nossas vozes
e a escuridão da nossa visão
que servirá de companhia eterna
momentos sacramentados em nosso santuário
pelas insígnias a que respondemos
como autores de um verso "sem rimas por muitas vezes"
no poema da historia universal..."


Red Jack - O Psicodoido

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Os incêndios...


Os incêndios...
Lamentar, porquê?
De pouco vale.
Não vejo, nem creio que verei, infelizmente, tomada de medidas para prevenir a situação.
Não basta culpar presumíveis pirómanos. Isso é pouco. Nada.
...É URGENTE, com toda a força que a palavra encerra, proteger e controlar todo o parque florestal. A solução não passa só pela limpeza das matas mas, e sobretudo, pela substituição imediata das espécies que povoam determinadas encostas. Tarefa morosa que se nos impõe. Enquanto houver pinhal e eucaliptal, misturados com outros arbustos e mato que cresce de forma desregrada, haverá repertir-se-ão as dores e lamentos presentes. Pior, a falta de iniciativas no sentido de contornar este flagelo social, compromete o futuro da ilha. É preciso reflorestar, mas com espécies menos propícias a incêndios, aproximando a floresta da que existira na altura da descoberta da ilha. Só assim é que, um dia, evitaremos esta "palhaçada". Uso esta palavra porque considero que estamos TODOS absortos e impávidos, a lamentar o sucedido, mas sem iniciativas concretas e eficientes para apagar de vez os incêndios na ilha cujo nome Madeira é a prova da floresta que noutros tempos existira. Os pinheiros e eucaliptos surgiram depois, são espécies invasoras. Os bombeiros, e todos os que acodem a estas desgraças arriscam perigosamente as suas vidas. É tempo de dizer BASTA. É necessário o discernimento social e político que mobilize e promova outra atitude em relação às nossas florestas. O tampão VERDE ficou Preto. Voltará a "esverdear", e tornará a enegrecer. É por isso que digo "palhaçada", porque enquanto não se INVESTIR a sério na floresta, assistiremos, enquanto aqui andarmos, a cenas que se repetem ciclicamente.
Não chega ficar à espera que os políticos tenham as iniciativas,embora a
decisão dependa deles. Contudo, é de todos a responsabilidade e a
obrigação de manifestar a vontade em proteger as nossas florestas.
O deserto está é mesmo ali ao lado. Por este andar, as próximas gerações de madeirenses enfrentarão uma extensão do mesmo. Seremos vistos como os "camelos" que permitirão esse desfecho.
Urge ordenar o território, repensar Planos Directores, criar (porque não?) uma Secretaria Regional exclusivamente da Florestas. Faltam meios de combate a fogos, helicópteros, outros equipamentos...
Permitam-me relembrar que algumas iniciativas, como o Rally por exemplo, levam milhares de pessoas para as serras. Se eu tivesse uma nota de 50 euros por cada garrafa com que muitos "cretinos fundamentais" se deliciam a atirar para o meio mata, certamente não trabalharia os próximos cinco anos. Tem de haver controlo e fiscalização, além da limpeza. Outro factor é o da educação, mas só por aí não vamos lá porque quem é que nunca aprendeu que se deve cuidar e proteger a floresta? O que nunca aprendemos foi a empreender essa vontade, pelo contrário.
Eu, não me importava nada, mas mesmo nada, de abdicar de certos investimentos e canalizar verbas para a reflorestação.
O Rally custou um balúrdio para trazer um avião de turistas à Madeira. Os incêndios são de borla e vão, por este andar, riscar a Madeira do mapa de destino turístico de qualidade.

A cada cabeça, sua sentença.


José António Barros